Não possuir lembrança é próprio do nascituro.
O choro mostrado ao mundo logo ao nascer,
Os gritos da mãe pela dor de conceber,
O óvulo, o esperma, a placenta e o túnel escuro
Onde comprimido deslizou para ver
A luz e respirar um ar que não é puro.
Movimento brusco ao sentir-se inseguro
Nessa novidade que é descobrir-se ser,
Traz nos pensamentos fugazes e voláteis
Toda a química das análises reflexas.
E o desconhecido, com suas unhas retráteis,
Rasga impressões aparentemente conexas,
Pulsantes, analógicas, versáteis,
Desde o primeiro instante tornando-as
complexas.
(Desafio é poema de Danilo dos Santos Pereira,extraido do livro CELEBRAÇÃO Memória Poética de Três Meninos)
Nenhum comentário:
Postar um comentário