sexta-feira, 11 de outubro de 2013

ReVolta

Volto a ti, de onde nunca saí
desisti de tentar ser solteiro
vou viver com sensatez e arte
me declaro inteiramente em festa

Volto a mim, de onde me perdi
pois aqui existo por inteiro
volto a ser, a ter, a fazer parte
ver ao claro, sem o que me impeça

Volto à vida que jamais vivi
tento por um grito derradeiro
já que vida mesmo é amar-te
isso é tudo que meu ser atesta

Volto à morte, pois morro por ti
para o resto sou como estrangeiro
e também pra ti por não tocar-te
e não há medida que isso meça

Volto ao tudo, ao nada, volto aqui
a lugar nenhum, ao mundo inteiro
pra dizer-te, nunca me encantaste
na verdade é bom que te despeças

Volta então, perdoa o tolo em mim
este louco é como um cão mateiro
que maldiz o que de mim te afaste
e não disse uma bobagem dessa

Volta ao começo, pois é dado o fim
não importa mais ser caminheiro
e não há caminho que me baste
acabou-se, isso é o que interessa.

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